Coquetelaria é arte. E muuuuito conhecimento

Coquetelaria é arte. E muuuuito conhecimento

Ser barman não é uma questão de chacoalhar coqueteleira, muito menos de colocar guarda-chuvinhas medonhos em copos com líquidos coloridos com sabor de mesa de bingo. Ser barman é ter conhecimento profundo sobre bebidas, entender pacas de química, possuir capacidade de comunicação acima da média e, claro, ter habilidade de criar coquetéis inovadores, saborosos.


Spike Marchant, barman inglês, preparando o drinque “batom líquido”; deliciosos drinques de saquê, vodka, absinto e esferas de mel; Tea time!

Sou uma fã inveterada de drinques, daquelas saem pela cidade procurando misturas não-óbvias, bartenders talentosos– e fico bem feliz quando encontro pessoas como Márcio Silva (Cia. Tradicional), Marcelo Vasconcellos (Pandoro), Diógenes (ex-Arturito). Por isso me diverti tanto na apresentação do inglês Spike Marchant,  consultor de coquetelaria inglês e um dos idealizadores de um super programa de capacitação profissional para a classe, Diageo World Class.

O cara é um show. Além de simpaticíssimo e conhecer profundo do universo das bebidas, preparou drinques geniais. Pena que não encontro nenhum deles nos bares de SP…  O primeiro, para exemplificar a importância do conhecimento de química e da compreensão de harmonização de sabores, foi o Lipstick Rose,  drinque que recriava o aroma, o sabor e até a textura final no lábio, meio encerada, de um batom. O segundo, que me PIROU, foi o Mastic Spa. A base é feita de vodca Ketel One, xarope de pepino e um licor grego produzido com a resina de uma árvore da ilha de Chios chamado Mastika (poderia tomar a garrafa inteira) com espuma picante de maçã. O terceiro (e era só meio dia…) tinha sabores bem marcantes de aniz: vodca, saquê, gotas de absinto e mel diluído em água- leve, perfumado, refrescante. E, claro, o último e meu preferido de todos os tempos: Tea Time.

Isso é que é chá da tarde! Uma linda bandeja com biscoitinhos, pedaços de marmelada e pequenos copos com dois tipos de bebida: em um deles, gin, vermouth, maraschino e licor de figo beeeeem gelados; no outro, uma espuma de cranberry e vermouth. Então um pouquinho da espuma dentro do copo com o líquido, um belo gole englobando os dois e… só prazer. Seco de fundo mas ligeiramente adocicado na primeira sensação. Delicioso.

Em breve teremos os vencedores brasileiros da etapa nacional do Diageo World Class e, então, todas as receitas estarão aqui. Enquanto isso, curtam Spike fazendo o Lipstick Rose e visitem alguns dos lugares com os melhores drinques de São Paulo: Zena Café, Sub Astor, Bottega Bottagallo, Clube Pandoro, Arturito.

Matéria feita por Ailin Aleixo (gastrolandia.uol.com.br)

3 Comments

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